quinta-feira, 12 de janeiro de 2017





Não podemos nos referir à dança cigana sem falar de influências, pois qualquer pessoa que conheça superficialmente esta cultura sabe que foram divididos em grupos e sub grupos, que espelharam-se por diversos países e que em cada país por onde passaram foram influenciados por sua música, dança, vestimenta, dialeto, etc. E, com isto, o que encontramos hoje é uma cultura riquíssima e que há sempre muito o que se aprender. 

 Em se tratando de influências... Podemos considerar a música e dança árabe um dos mais fortes elementos presentes nas danças e músicas ciganas. (Não o único!) Quando os ciganos deixaram o Egito e a Índia, eles passaram pela Pérsia, Turquia, Armênia, chegando até a Grécia, onde permaneceram por vários séculos antes de se espalharem pelo resto da Europa. A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. 

A música e a dança cigana possuem influência hindu, húngaro, russo, árabe e espanhol. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco. Alguns grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança cigana húngara, um reflexo da música do leste europeu com toda influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música cigana. Liszt e Beethoven buscaram na música cigana inspiração para muitas de suas obras. 

 Tanto a música como a dança cigana sempre exerceram fascínio sobre grandes compositores, pintores e cineastas. Há exemplos na literatura, na poesia e na música de Bizet, Manuel de Falla e Carlos Saura que mostram nas suas obras muito do mistério que envolve a arte, a cultura e a trajetória desse povo.

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